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4 aprendizados que tive ao começar a investir em criptomoedas

30 de junho de 2017 Escrito por Dicas, Investimentos 0 comentarios em “4 aprendizados que tive ao começar a investir em criptomoedas”
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É impossível falar em tecnologia nos dias atuais sem citar uma das invenções mais revolucionárias desse ramo: as moedas digitais, ou criptomoedas. Criptomoedas são dinheiro assim como o real, dólar ou euro. As principais diferenças estão no fato de elas serem totalmente digitais – não existem cédulas de bitcoins, por exemplo – e não terem nenhuma entidade centralizada responsável pela sua gerência e emissão. como um banco central.

Quando se fala no assunto criptomoedas, o bitcoin é a primeira que vem à cabeça da maioria das pessoas. De fato, o bitcoin possui grandes vantagens nesse mercado: foi a primeira a surgir, é a mais conhecida e utilizada e detém o status de moeda de referência para a maioria das negociações do mercado. O efeito rede combinado com o pioneirismo da moeda criada por Satoshi Nakamoto fizeram com que ela e sua tecnologia de registros de transações, o blockchain, se tornassem cada vez mais procurados no mercado.

Contudo, isso não significa que o usuário está restrito ao uso do bitcoin, pois o livre mercado tende a estimular a concorrência. Hoje existem mais de 800 moedas digitais, cada uma procurando trazer um diferencial em relação as demais concorrentes. Isso abre excelentes oportunidades de investimento para aqueles que temem investir no bitcoin devido ao seu alto preço. Algumas moedas, como o Etherium, chegaram a se valorizar 4000%!

Mais do que ganhar dinheiro, o uso das criptomoedas traz uma série de aprendizados excelentes sobre finanças, funcionamento dos mercado e em como podemos usar um dinheiro melhor e mais confiável. Eu diria que muitos desses aprendizados possuem uma forte veia minimalista, pois nos ensinam a cuidar e aproveitar o que realmente importa em relação a investimentos e dinheiro.

Vejam quatro aprendizados que tive ao começar a investir nesse mercado:

Alavancagem de crédito é uma péssima ideia

No meu texto anterior mostrei os perigos de encarar o cartão de crédito como uma renda extra e se alavancar perigosamente nos gastos com ele, o que pode gerar falência e um desastre financeiro.

Tal cenário é, em grande parte, estimulado pelo sistema bancário atual, o qual se guia por políticas desmedidas de estímulo ao crédito e consumo através da simples impressão de dinheiro – poder que os bancos detém com o aval do banco central. Por isso não é de se estranhar que temos mais da metade da população atolada em dívidas.

Ao investir em criptomoedas, aprendemos que não existe nenhuma entidade com o poder de inflacionar a quantidade delas ao bel-prazer de algum político (o bitcoin, por exemplo, tem uma emissão com tempo e taxas fixas, determinadas pelo sistema e impossíveis de modificar por ordens políticas). Ao lidarmos com um dinheiro o qual só podemos gastar as unidades que realmente existem, nos tornamos mais disciplinados, frugais e planejamos melhor – e com mais segurança – as finanças pessoais.

Algo só é seu quando você pode efetivamente guardá-lo consigo

Pode parecer uma frase bastante óbvia, mas não é assim que funciona no sistema bancário atual.

Sabe os números do seu saldo bancário que mostram o quanto você tem na sua conta? Pois bem, aquele dinheiro não está realmente guardado no banco. No sistema atual, os bancos só precisam ter uma pequena fração dos seus depósitos totais guardados nas agências. Isso quer dizer que, caso haja uma corrida bancária e todas as pessoas desejem sacar o dinheiro das contas, o banco não terá dinheiro para todos e, consequentemente, irá a falência. E você perderá boa parte – ou todo o seu dinheiro.

Já quem investe em criptomoedas não sofre esse risco. Primeiramente porque não há a necessidade de guardá-las em bancos: basta o usuário criar uma carteira digital – da qual ele terá a posse das chaves responsáveis pela efetuação de transações – e guardar as moedas lá, não importa qual quantia seja. O dinheiro fica com quem realmente ele deve ficar: o seu dono.

Ganhar juros é bom – ganhar juros com criptomoedas fortes é divino

Mas guardando as moedas digitais em casa não corremos o risco de vê-las perder valor com a inflação? Correríamos, se elas sofressem inflação.

Criptomoedas não sofrem pressões políticas para aumento de crédito e de gastos. Sua emissão segue o código do sistema, o qual é conhecido previamente por cada usuário. Para ter uma noção do que significa, é como se cada brasileiro soubesse exatamente qual será a taxa de inflação do real, e não apenas nesse ano mas também nos próximos, digamos, 100 anos. Seria ótimo, não?

Com a vantagem de usar uma moeda que tende a ganhar poder de compra com o tempo, surge outra possibilidade: ganhar juros. É possível emprestar moedas em determinadas exchanges e ganhar juros sobre o empréstimo, aumentando mais o seu capital ao longo do tempo. Isso sem falar no efeito dos juros compostos, que aumenta ainda mais esse processo.

Não existe enriquecimento instantâneo. Mas a combinação acima pode acelerar bastante o aumento da riqueza de uma pessoa.

Pensamento inovador e de longo prazo

Um país cuja moeda perde valor ao longo do tempo acaba sendo um local onde as pessoas irão buscar o maior retorno esperado, para evitar que seu poder de compra seja corroído pela inflação. Isso faz com que os investimentos de renda fixa – como títulos do governo e outros fundos – passem a ser mais demandados do que os investimentos produtivos e de longo prazo.

Já ao investir em criptomoedas, o investidor adquire um projeto de longo prazo, no qual ele confia e tem boas expectativas em seu retorno. Investe em algo que irá contratar desenvolvedores, designers, programadores e mais uma porção de profissionais que irão gerar valor para as pessoas envolvidas no projeto, incluindo o próprio comprador das moedas.

Conclusão

Investir em criptomoedas é algo que ajuda a aguçar a mentalidade de longo prazo, a paciência e, principalmente, o senso de análise de um negócio, uma vez que é preciso escolher bem entre as várias opções disponíveis no mercado.

Ter um dinheiro seguro, livre e que ganhe poder de compra ao longo do tempo é fundamental para que possamos fazer um verdadeiro planejamento de vida e de gastos pessoais. Isso fica claro em países cuja moeda é mais forte (ex: Suíça) quando comparados a países de moeda fraca (ex: Brasil e Venezuela).

E você? Pronto para embarcar nesse novo modelo de negócio?

Artigo republicado, com autorização, da Lynx Consultoria.

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Sobre o Autor: Luciano Rocha – Coach financeiro, escritor e entusiasta de tecnologia e de criptomoedas. Se gosta dos meus textos e quer me pagar um almoço grátis, faça uma doação: 3LyB9vMbRYFKyW21hWR9zodswhpPUMs29w

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