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Ethereum- Entenda o que é e como funciona

11 de janeiro de 2018 Escrito por Altcoins, Blockchain, Tecnologia 0 comentarios em “Ethereum- Entenda o que é e como funciona”
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Ethereum – O que é?

Antes de entender o Ethereum, é importante entender um pouco mais sobre a internet.

Hoje em dia, nossos dados pessoais, senhas e informações financeiras são guardadas no computador de “outra pessoa”, na já conhecida nuvem. A nuvem são servidores operados por grandes companhias como a Amazon, Facebook ou o Google. Até mesmo este artigo fica na nuvem, guardado nos servidores da empresa de hospedagem do site.

Este tipo de operação é bem conveniente, afinal, você conta com um serviço terceirizado para apoiar você e seus dados em caso de algum problema.

Porém, com a conveniência vem a vulnerabilidade. Como já sabemos, um hacker ou alguma agência do governo pode ganhar acesso aos seus dados e acabar roubando, expondo ou mudando informações importantes.

Brian Bethlendorf, criador do Apache Web Server, chegou a dizer que este modelo centralizado de informação é o “Pecado original” da internet. Os que concordam com Behlendorf dizem que a internet foi criada para ser decentralizada. Atualmente, existem grupos que tentam decentralizar a internet. Este é o caso das comunidades de criptomoeda que utilizam a Blockchain.

Ethereum é uma das mais novas tecnologias a se unir a este movimento

Enquanto o Bitcoin tente ser um substituto do PayPal e dos bancos online, o Ethereum tem um objetivo um pouco maior: Usar a Blockchain para substituir as organizações de armazenamento de dados da Internet. Principalmente as organizações que armazenam dados sobre instrumentos financeiros.

O “Computador do mundo”

De forma rápida, o Ethereum quer se tornar um “Computador Mundial” que pretende decentralizar – e segundo apoiadores, democratizar – o sistema de servidor-cliente existente na internet atual.

Com o Ethereum, servidores da nuvem são substituídos por milhares de nodes, operados por voluntários de todo o mundo. O objetivo é que o Ethereum permitirá a mesma funcionalidade desses servidores para pessoas no mundo todo.

Por exemplo: Quando você entra em uma loja de aplicativo, você vê uma variedade de quadrados representando todo o tipo de app, de bancos eletrônicos até aplicativos de mensagens. Estes apps contam com uma companhia para armazenar seus dados e informações pessoais.

A sua escolha de aplicativos também é governada por terceiros, já que a Apple e o Google mantêm e administram (e até censuram) aplicativos específicos.

O Ethereum, se tudo der certo, retornaria o controle das informações deste tipo de serviço para os donos, assim como os direitos criativos de aplicativos para seus autores.

A ideia é que o controle dos aplicativos e das informações não vão pertencer mais à apenas uma entidade. Assim, não há como algo ser banido ou alterado de forma repentina. Apenas o usuário pode fazer mudanças.

Em teoria, isso combina o controle que as pessoas costumavam ter sobre suas informações com a facilidade de acesso que temos na era digital. Sempre que o autor altera, cria ou apaga informações, todos os nodes da rede fazem a mesma mudança.

Porém, como o sistema não é de ninguém, a rede precisa se manter através de usuários comuns. A rede usa uma moeda chamada ether, um código que é usado para pagar pelo recurso computacional de cada node.

Ou seja, cada node, que é um computador ligado à rede, recebe uma certa quantidade de ether por emprestar seu poder computacional para à rede.

Assim como o Bitcoin, o ether é uma moeda eletrônica. Como o dinheiro e o próprio Bitcoin, o ether não precisa de mediação de nenhuma instituição para aprovar e processar transações.

Porém, ao invés de ser uma criptomoeda para investidores, o ether almeja ser uma “moeda combustível” para os aplicativos da rede decentralizada. Apesar de parecer algo complicado, é possível entender o ether com um exemplo mais concreto.

Vamos imaginar um caderno digital. Para escrever, deletar ou modificar qualquer nota escrita, você precisa pagar um valor em ether para que a rede processe a mudança. O ether, neste caso pode ser considerado como a gasolina, e o quanto de “gasolina” é usado depende de cada transação.

Cada ação custa um montante de “gasolina” que é baseado na necessidade de poder computacional e no tempo exigido para executar a ação. A transação pode custar 500 de “gasolina”, que é pago em ether.

Como um sistema econômico, as regras do ether são mais amplas que outras moedas. Enquanto o Bitcoin tem um limite de 21 milhões de Bitcoins, o ether não possui limite algum.

Do ether existente, 60 milhões já foram comprados por usuários em 2014 através de uma campanha de financiamento coletivo.

Outros 12 milhões foram para a Fundação Ethereum, um grupo de pesquisadores e desenvolvedores que trabalham na tecnologia de ponta-a-ponta. A cada 12 segundos, 5 ethers (ETH, também chamado de Ethereum) são distribuídos para os mineradores que verificam as transações na rede.

18 milhões de ether são minerados por ano. A cada 12 segundos mais ou menos, 5 ethers são criados quando mineradores descobrem um bloco ou um lote de transações.

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