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What the fork? Entenda o que é o potencial fork do Bitcoin e prepare-se!

19 de julho de 2017 Escrito por Bitcoin, Blockchain, Investimentos, Notícias, Tecnologia 0 comentarios em “What the fork? Entenda o que é o potencial fork do Bitcoin e prepare-se!”
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Prelúdio

Por que o Bitcoin sofre o risco de sofrer um hard fork? Primeiramente é necessário entendermos que o Bitcoin, como todo software, tem problemas. Dois deles são: a maleabilidade de transações e a escalabilidade (transações caras e fila grande).

Maleabilidade

Quando construímos uma transação, o aplicativo de carteira usa o seu hash (um tipo de impressão digital) como identificador. Por conta desse bug da maleabilidade, um nodo malicioso da rede pode mudar alguns bits da sua transação mudando esse hash e confundindo sua carteira. Os desenvolvedores dos aplicativos contornam esse problema com gambiarras mas ele ainda existe e seria bom que fosse corrigido.

Escalabilidade

O Bitcoin é um sistema distribuído. Isso obriga que todas as informações sejam repassadas entre dezenas de milhares de computadores na rede. Isso significa mais de um terabyte de transmissão por mês e mais de 120 GB armazenados em disco atualmente (e aumentando lentamente). Para que não fique muito caro gerenciar toda essa informação, o sistema tem alguns limites. Um dele é o tamanho do bloco da blockchain, que atualmente está em 1 MB. Isso faz com que caibam nele apenas umas 2000 transações. E o sistema gera blocos a cada 10 minutos. Ou seja, o sistema só consegue processar umas sete transações por segundo. Com isso é impossível que ele seja usado por muitas pessoas ao mesmo tempo.

Aumentar estes limites pode parecer uma solução simples no curto prazo, mas implicaria em maior centralização do sistema, pois somente quem dispusesse de maiores recursos computacionais poderia executá-lo. E mesmo assim, aumentar em centenas de vezes esses limites não ajudariam no médio prazo (a adoção é exponencial).

Lightning Network e pagamentos off chain.

Uma outra solução melhor seria a existência de sistemas que fizessem as transações fora da rede, usando a blockchain apenas algumas poucas vezes. Seria como uma empresa de cartão de crédito que registra as transações dos clientes mas as liquida apenas uma vez no mês. Uma dessas soluções se chama Lightning Network. Seria uma rede de nodos se comunicando e fazendo transações seguras, sem usar a blockchain. Para a implementação dessa Lightning Network, é importante a correção da maleabilidade.

Segregated Witness

Uma proposta de correção da maleabilidade foi apelidada de SegWit. Esse pacote de modificações do código do bitcoin corrige este problema além de abrir caminho para futuras melhorias importantes. E de quebra, aumenta a capacidade do bloco em duas vezes! E o melhor de tudo é que a aplicação desta correção não quebra nenhum código antigo que esteja sendo executado, pois é um soft fork, uma modificação retro-compatível. Ou seja, quem não quiser, não precisa modificar seus sistemas. E mesmo sendo inofensiva, ela segue o padrão de adoção seguro descrito no documento BIP9, que obriga que ao menos 95% da rede de mineradores aceite a modificação.

Apesar de suas vantagens, um grupo de mineradores não gostou do SegWit. Um dos motivos é que eles estavam explorando (e lucrando) com uma vulnerabilidade no algoritmo de mineração do Bitcoin chamada de AsicBoost, que seria também corrigida. Além disso também estavam planejando dominar o Bitcoin, o transformando em um tipo de empresa, com diretoria e até presidência. Para tanto, propuseram o aumento do bloco. Uma mudança deste tipo seria um hard fork, pois não é retro-compatível, ou seja, teria que ser adotada por todos da rede. Quem não adotasse, ficaria em uma rede separada, provavelmente mais lenta.

UASF (User Activated Soft Fork)

Como passaram-se meses sem que os mineradores sinalizassem os 95% de apoio necessários para que o SegWit fosse aprovado, um grupo de usuários decidiu ignorar as diretivas da BIP9 e forçar a adoção do SegWit pela rede, no dia primeiro de agosto. Esse grupo instalaria uma versão específica do programa que iria rejeitar qualquer bloco que não estivesse com o sinal do SegWit, para que ele fosse definitivamente aprovado.

Mas isso pode dar problema. Se alguns mineradores mantivessem blocos sem SegWit, isso geraria uma cisão na rede: existiriam dois blockchains diferentes. Os nodos do UASF teriam uma cópia menor, com blocos recentes com SegWit sinalizado e os mineradores teriam uma blockchain maior, com blocos sem o sinal. A história de ambos os bancos seria a mesma. Se você tinha um bitcoin em um deles, teria também no outro. Mas se depois disso você fizesse uma transação que entrasse apenas na blockchain dos mineradores anti-SegWit, passaria a ter saldo em contas diferente nas redes, podendo gastar as moedas em apenas uma delas. Ou seja, isso poderia dar muita dor de cabeça pra uns e lucro pra outros.

MAHF (Miner Activated Hard Fork)

Esse grupo de mineradores (e outros) acham que uma vez que dispõe da capacidade de processamento dos blocos (hashrate) do sistema, podem modificá-lo quando quiserem e continuam insistindo no aumento do tamanho do bloco. Como não conseguiram fazer isso anteriormente (Bitcoin XT, Bitcoin Unlimited, Emergent Consensus), a proposta atual é aumentar para 2MB seis meses depois que o SegWit for adotado.

Acordo de Nova York

Durante o congresso Consensus 2017, em NY, um grupo de mineradores, correspondente à 80% de processamento da rede, assinou um acordo para aprovar o SegWit e aumentar o bloco em dezembro. Nos últimos dias, foi implementado um código para que o SegWit seja sinalizado em tempo hábil (meados de julho) para que nenhum fork aconteça quando o UASF acontecer em 1 de agosto. Para sinalizar que estão prontos, estão marcando seus blocos com as letras “NYA” (N.Y. Agreement).

E a boa notícia é que já são mais de 80% do hashrate! O próximo passo seria sinalizar o suporte ao SegWit e finalmente minerar os blocos com o SegWit habilitado. Se isso acontecer até o fim de julho, toda a rede estará em consenso, sem nenhuma cisão, e teremos o SegWit ativo no Bitcoin.

Isso significará o fim da incerteza, um aumento real na capacidade da rede e caminho aberto para as próximas evoluções do sistema!

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Texto de Narcélio Filho, replicado com autorização do autor.

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